**Versículo 2.5:** Considero muito melhor viver neste mundo mendigando esmolas do que matar esses veneráveis anciãos. Pois, ao matar esses gurus, eu apenas desfrutaria de prazeres manchados com seu sangue e movidos pelo desejo de ganho.
**Comentário:** A partir deste versículo, parece que as palavras proferidas pelo Senhor no segundo e terceiro versículos estão agora surtindo efeito em Arjuna. Isso leva Arjuna a pensar: "Sabendo que matar anciãos como Bhishma e Drona não é justo, o Senhor ainda me ordena que lute sem qualquer dúvida. Portanto, o equívoco deve estar em minha própria percepção!" Assim, Arjuna não fala com a mesma agitação do versículo anterior, mas sim com certa hesitação.
"Sem matar os gurus... até mesmo esmolas neste mundo" — Arjuna agora começa apresentando seu próprio lado, dizendo: "Se eu não lutar contra veneráveis como Bhishma e Drona, então Duryodhana sozinho também não lutará contra mim. Assim, se a guerra não acontecer, não ganharei o reino, o que me causará sofrimento. Meu sustento também se tornará difícil. Talvez eu até tenha que adotar a prática proibida para um Kshatriya de mendigar para sustentar minha vida. No entanto, comparado a matar os gurus, considero até mesmo essa vida dolorosa de mendicância como superior."
A frase "neste mundo" implica que, embora mendigar esmolas me trará desonra e condenação neste mundo, ainda assim é melhor do que matar os gurus.
A palavra "até mesmo" indica que, para mim, tanto matar os gurus quanto mendigar são proibidos. No entanto, entre esses dois, matar os gurus me parece mais proibido.
"Ao matar... prazeres manchados de sangue" — Agora, voltando sua atenção para as palavras do Senhor, Arjuna diz: "Se eu lutar de acordo com Tua ordem, então, como consequência de matar os gurus na batalha, eu apenas desfrutarei de prazeres encharcados em seu sangue e movidos principalmente pelo desejo por riqueza. Apenas obterei gozos sensoriais. Como a liberação ou a paz podem ser alcançadas através de tais gozos?"
Pode surgir uma questão aqui: Uma vez que anciãos como Bhishma e Drona estavam ligados aos Kauravas através da riqueza, o termo "desejosos de ganho" poderia ser tomado como um adjetivo para "gurus"? A resposta é que interpretá-lo como "gurus desejosos de ganho" não é apropriado. A razão é que veneráveis anciãos como Bhishma e Drona não eram desejosos de riqueza. Eles eram recipientes do sustento de Duryodhana; eles haviam partilhado de seu alimento. Portanto, considerando seu dever não abandonar Duryodhana no momento da guerra, eles ficaram do lado dos Kauravas.
Em segundo lugar, Arjuna usou o termo "veneráveis" para Bhishma e Drona. Como tais pessoas de coração nobre podem ser descritas como desejosas de ganho? O significado é que aqueles que são veneráveis não podem ser desejosos de ganho, e aqueles que são desejosos de ganho não podem ser veneráveis. Portanto, aqui o termo "desejosos de ganho" só pode ser um adjetivo para "prazeres".
**Ponto Especial:**
O Senhor, no segundo e terceiro versículos, havia ordenado a Arjuna que se levantasse e lutasse, abandonando a covardia, unicamente da perspectiva de seu bem-estar. No entanto, Arjuna entendeu o oposto — ele pensou que o Senhor estava ordenando que ele lutasse por desejo de desfrutar do reino. Inicialmente, Arjuna tinha apenas uma posição — não lutar — devido à qual ele havia deposto seu arco e flechas e se sentado no meio da carruagem, dominado pela aflição (1.47). Mas a posição de lutar surgiu apenas das palavras do Senhor. A implicação é que o sentimento de Arjuna era: "Nós conhecemos o dharma, mas Duryodhana e outros não; portanto, eles estão prontos para lutar por ganância por riqueza e reino." Agora, Arjuna diz o mesmo sobre si mesmo: "Se eu também lutar de acordo com Tua ordem, então, como resultado, apenas obterei riqueza e reino manchados com o sangue dos gurus!" Assim, Arjuna vê apenas maldade em lutar.
O mal que vem na forma do mal é fácil de remover. Mas o mal que vem na forma do bem é muito difícil de erradicar. Por exemplo, quando Ravana apareceu diante de Sita e Kalanemi diante de Hanuman, eles não puderam reconhecê-los porque ambos estavam disfarçados de ascetas. Na visão de Arjuna, realizar o dever de lutar é mal, e não lutar é bem. Ou seja, na mente de Arjuna, o mal de abandonar o dever veio disfarçado como o bem do dharma (não-violência). Este mal de abandonar o dever não lhe aparece como mal porque dentro dele há apego aos corpos. Portanto, para remover este mal, o Senhor tem que exercer grande esforço e leva tempo.
Na sociedade atual, sob o pretexto de unidade, tentativas estão sendo feitas para apagar os limites do varna e do ashrama. Este mal, vindo sob a aparência do bem da unidade, não aparece como mal. Consequentemente, não se presta atenção a quanta degradação e tendências demoníacas surgirão nas pessoas como resultado de apagar os limites do varna e do ashrama. Da mesma forma, sob o pretexto da riqueza, as pessoas não reconhecem faltas como falsidade, engano, desonestidade, fraude, traição, etc., como faltas. Aqui, em Arjuna, o mal veio na forma do dharma: "Como podemos matar seres veneráveis como Bhishma e Drona? Pois somos conhecedores do dharma." O significado é que o que Arjuna considera bom é na verdade mal; mas porque é percebido como bom, não aparece como mal.
**Conexão:** As palavras do Senhor possuem uma singularidade tal que estão gradualmente influenciando Arjuna, causando crescente dúvida em sua decisão de não lutar. Nesse estado, Arjuna fala —
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