**Texto para traduzir:**
Sanjaya disse: A Arjuna, que assim estava dominado por tal covardia, que estava aflito e cuja visão estava obstruída por lágrimas, o Senhor Madhusudana proferiu estas (próximas) palavras.
**Comentário:** 'A ele que assim estava dominado pela compaixão' — Arjuna, sentado na biga, dá esta ordem ao Senhor, que está presente como seu auriga: "Ó Achyuta! Coloca o meu carro entre os dois exércitos, para que eu possa ver quem são aqueles dispostos a lutar comigo nesta guerra?" Ou seja, quais guerreiros têm a coragem de avançar e lutar ao lado de um herói como eu? Como encontraram a bravura para me enfrentar mesmo com a morte a espreitar? O mesmo Arjuna, que possuía tal entusiasmo e valor para a batalha, tornou-se tão angustiado e iludido pelo medo da morte dos seus parentes ao vê-los em ambos os exércitos, que o seu corpo está a ficar fraco, a sua boca está a secar, o seu corpo está a tremer, os seus cabelos estão arrepiados, o arco está a escorregar-lhe da mão, a sua pele está a arder, ele perdeu até a força para se manter de pé, e a sua mente está confusa. Por um lado, existe a natureza inerente de Arjuna de 'nem submissão nem fuga', e por outro, eis Arjuna, afligido pela falha da covardia e da aflição, sentando-se no meio da biga! Com grande espanto, Sanjaya está a expressar este mesmo sentimento através das palavras supracitadas.
Mesmo no vigésimo oitavo verso do primeiro capítulo, Sanjaya usou as palavras 'dominado por intensa compaixão' para Arjuna.
'Cujos olhos estavam angustiados e cheios de lágrimas' — Mesmo dentro de um grande herói como Arjuna, a ilusão familiar prevaleceu e as lágrimas encheram os seus olhos! Tantas lágrimas jorraram que ele não consegue ver adequadamente através dos olhos.
'A ele que estava aflito, Madhusudana proferiu este discurso' — A Arjuna, que assim estava aflito devido à covardia, o Senhor Madhusudana proferiu estas (palavras a serem declaradas no segundo e terceiro versos).
Aqui, simplesmente dizer 'disse ao aflito' poderia ter bastado; não havia necessidade de dizer 'este discurso'; porque a palavra 'discurso' está inerentemente incluída no verbo 'disse'. Ainda assim, o propósito de usar a palavra 'discurso' é que esta proclamação, este ensinamento do Senhor, é extraordinário. É um golpe direto contra o mal de abandonar o dever que se apoderou de Arjuna sob o disfarce do *dharma*. É aquilo que cria agitação na decisão de Arjuna de se abster da batalha. É aquilo que torna Arjuna consciente da sua falha e desperta nele a indagação pelo seu próprio bem-estar. É pela influência deste profundo discurso que Arjuna aceita o discipulado perante o Senhor e refugia-se n'Ele (2.7).
A implicação de Sanjaya usar a palavra 'Madhusudana' é que o Senhor Shri Krishna é o aniquilador do demónio chamado Madhu, significando que Ele é o destruidor daqueles de natureza perversa. Portanto, Ele não descansará sem causar a destruição daqueles de natureza perversa como Duryodhana e outros.
**Conexão:** Quais palavras o Senhor proferiu a Arjuna — isto é declarado nos próximos dois versos.
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