**2.34.** E todos os seres falarão para sempre da tua desonra, ou seja, censurar-te-ão. Tal desonra é mais dolorosa do que a morte para um homem honrado.
**Comentário:** *"E os seres narrarão a tua imperecível desonra"* — Até mesmo os seres comuns, como humanos, deidades, Yakshas, Rakshasas, etc., que não têm uma ligação particular contigo — ou seja, não são nem teus amigos nem teus inimigos — também falarão da tua desonra e má reputação, dizendo: "Vejam! Quão covarde foi Arjuna, que se afastou do seu Kshatriya-dharma. Era considerado tão valente, mas no momento da batalha a sua covardia foi revelada, o que outros nem sequer sabiam;" e assim por diante.
A implicação de dizer *"tua"* é que a tua desonra se espalhará até mesmo nos mundos celestiais, mortais e inferiores, onde a tua fama está estabelecida. O significado de *"imperecível"* é que quanto mais renomado um homem é pela sua excelência, mais duradouros se tornam a sua fama e a sua infâmia.
*"Para aquele que foi honrado, a desonra é pior do que a morte"* — Na primeira metade do verso, o Senhor descreveu como os seres comuns censurariam Arjuna. Agora, na segunda metade, Ele afirma uma verdade geral aplicável a todos.
Do ponto de vista mundano, quando um homem considerado superior, a quem as pessoas olham com alta estima, incorre em desonra, essa desonra torna-se mais terrível e dolorosa para ele do que a morte. A razão é que, na morte, a sua duração de vida simplesmente terminou; ele não cometeu qualquer ofensa. Mas, ao incorrer em desonra, ele próprio caiu dos limites do dharma, do seu dever. A essência é que se um homem considerado superior entre as pessoas se desvia do seu dever, incorre em terrível infâmia.
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